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Farmdrop: dica delícia de site de venda de orgânicos

No meu último post (e, bem, primeiríssimo post desse blog) eu comentei que havia ido num jantar organizado por pequenos produtores rurais, e que a experiência toda tinha sido o máximo – voltei  apaixonada pela idéia e pela comida. Mas foi também nesse evento que eu conheci o Farmdrop, um site de venda de orgânicos que tem uma iniciativa fantástica.

Basicamente, a proposta é que você faça compras de alimentos direto dos produtores, como se estivesse comprando do seu supermercado local. A diferença é que os pedidos são entregues direto aos produtores, pulando o intermediário: em outras palavras, os produtores rurais ganham mais na margem e você ganha mais porque recebe o produto fresquíssimo de casa. E quanto ao preço: bem, em geral os produtos eram um pouquinho mais caros que no Tesco e no Sainsbury’s (dois enormes supermercados daqui de Londres), mas uma diferença muito pequena. O custo benefício é enorme: eram frutas e legumes com gosto de frutas e legumes de verdade.

Resolvi testar, e contar aqui como foi o meu primeiro pedido. Por coincidência, eu tinha pedido algumas coisas no Tesco também (produtos de limpeza, que são pesados e eu prefiro mesmo que sejam entregues em casa para eu não precisar ficar carregando). O bom é que as duas compras chegaram quase na mesma hora, o que fez a comparação ser ainda mais interessante.

As compras do Tesco chegaram em sacolas plásticas amarradas, todas. Toma aqui, assina dali, e pronto. Produtividade, pontualidade e eficiência inglesas.

Já as do Farmdrop chegaram alguns minutos depois, entregues delicadamente empacotadas numa caixa de papelão reforçada e numa sacola térmica vinham os itens de geladeira. Em ambas, o pedido singelo para guardar e devolver no próximo pedido, porque eles reaproveitam.

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Gente, e a cor desses morangos? E essa focaccia de alecrim que chegou morninha do forno na minha casa? Vou te contar: ela acabou ali, na hora, porque não rolou de salvar um pedaço para o marido comer quando ele chegasse à noite. Sorry. Não me julguem.

Ah, destaque para o entregador: ele vestia um avental de fazenda por cima da roupa, com o logo e a arte da empresa. Boa tarde, sorriso largo e “have a lovely day” na hora de ir embora. Eu não precisaria nem abrir as compras para dizer de que empresa eu já gostei mais.

Poucas vezes eu recomendei um fornecedor assim, de coração. Os morangos eram orgânicos deliciosos, e ainda tenho na memória a lembrança da casa inteira cheirar a morangos recém cortados. E todas as compras, sem exceção, foram impecáveis em qualidade e sabor. Terminei repensando bastante sobre a minha rotina alimentar e como eu posso me organizar para comprar mais com eles, ao invés de comprar sempre no mais cômodo.

Ah, em tempo: essas compras saíram apenas 2 libras mais caras do que os meus pedidos semelhantes em supermercados.

Para quem mora em Londres e gostaria de experimentar, fica o aviso: o período de entrega deles melhorou, é em geral com 18 horas da hora do pedido para a entrega (antes era de 3 dias), e acho que isso acontece porque a logística entre os fornecedores melhorou também. Só tem um porém: é preciso reservar um slot de algumas horas de entrega, não tem hora marcada e isso acaba sendo meio inconveniente ter que ficar em casa esperando. Mas se você trabalhar de casa (como era o meu caso), taí uma boa.

E o que é mais bacana, além da comida, é o behind the scenes da iniciativa: o blog deles conta uma série de histórias de produtores cujo negócio foi salvo por causa do Farmdrop. Não é exagero dizer isso: em uma das aulas do meu curso, nós tivemos uma palestra super interessante sobre agricultura (que, veja bem, parece um assunto chato mas na verdade é polêmico para caramba!). Nela, um especialista que trabalha há anos junto a fazendeiros no Reino Unido levantou uma série de estatísticas que mostravam como os lucros de pequenos produtores e fazendeiros vem caindo cada vez mais, a ponto de ter fazendeiros cujo único dinheiro que resta após as despesas é o incentivo rural dado pela União Européia. E que, cá entre nós, ninguém sabe como vai ficar após o Brexit.

Políticas à parte, eu super recomendo. Vale dar uma olhada no Instagram deles também (as fotos abaixo foram retiradas de lá)!

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Em tempo: este não é um post pago, pelo contrário. É uma recomendação das mais genuínas, especialmente porque eu amei a iniciativa e, inclusive, quero muito saber (e recomendar, e testar) soluções semelhantes no Brasil. Algumas pessoas já me deram a dica do Clube Orgânico, mas se alguém souber mais, me fale, por favor. Informações assim são preciosas e é cada vez mais importante que a gente compartilhe dicas assim!

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Outros sites de venda de orgânicos e serviços semelhantes

Esse é o cantinho de dicas colaborativas – deixe a sua nos comentários! 🙂

Clube orgânico (Rio de Janeiro)

Site dos Orgânicos (São Paulo)

Fruta Imperfeita (São Paulo)

Santa Adelaide Orgânicos (São Paulo)

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Clarissa Donda

Jornalista, blogueira, profissional de marketing e, agora, guia de turismo. Sou uma apaixonada por histórias de lugares e de pessoas, e resolvi trazer essa paixão do texto para as ruas quando topei o desafio (e as intermináveis horas de estudo) de me certificar como guia Blue Badge, a mais alta certificação em Londres. É uma viagem deliciosa, que tenho um enorme prazer em compartilhar!

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